Produzir e apreciar literatura sejam ela de informação ou entretenimento é direito de todos. E isso tem a uma obliteração de diferenças e ao nivelamento por baixo das profundas dissonâncias entre as múltiplas experiências que a literatura oferece. Embora não se pretenda jamais a formulação de critérios absolutos de qualidade, o mínimo que se pode pensar é que a experiência da linguagem que a literatura suscita é sempre a do inaugural.
E a leitura de um livro é como o desafio de qualquer nova experiência. E muitas vezes uma literatura fácil, teoria fácil, modos fáceis de leitura – banalidades de um conceito de escola que, em nome de uma pretensa adequação às aspirações do aluno, antecipa o seu desejo e lhe veda o direito aos desafios.
Assim, essas propostas de facilitação de leitura, oriundas de uma PEDAGOGIA DO AJUSTE, vêm proporcionando uma “obscuração” no verdadeiro sentido da leitura.
Um livro para ser bom depende muito mais dos que o lêem, do que propriamente do seu conteúdo.
Sem professores leitores jamais teremos alunos leitores.