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sábado, 15 de outubro de 2011

Quincas Borba - Machado de Assis

Quincas Borba era um velho filósofo rico e sozinho. Possuía também um cachorro a quem estimava tanto, que de deu-lhe o seu próprio nome, Quincas Borba. Quincas Borba, o velho, iria casar-se com a irmã de um grande amigo, o professor Rubião, mas a senhora veio a óbito. Com a morte da senhora, Rubião torna-se ainda mais amigo do filósofo, porém, este adoece e é levado à capital para tentar curar-se.
Ele deixa seu amigo Rubião como responsável por cuidar de sua casa e de Quincas Borba, o cachorro. Passado alguns meses o velho vem a morrer, e sua fortuna é deixada para Rubião, contanto que, cuidasse do cachorro como se cuidasse do próprio Quincas, o filósofo.
Rubião viaja para a capital do império, onde conhece um casal, Sofia e Cristiano Palha. Apaixona-se por Sofia, amor proibido, torna-se sócio do Palha. Perde toda a sua fortuna, enlouquece, volta para Barbacena, cidade natal e morre ao lado do seu velho amigo Quincas Borba, o cachorro. 

domingo, 23 de janeiro de 2011

Vídeo e Aprendizagem

O vídeo num contexto de amplo entendimento é a aproximação do ensino-aprendizagem com o cotidiano discente e também docente. A TV, por exemplo, é a maior fonte de informação e diversão de grande parte da população brasileira.
            O vídeo mexe com vários sentido humanos, por isso, acaba atraindo o aluno para o pedagógico. O falar e o ouvir têm apoio no ver. O conhecimento acaba se tornando mais perceptível para o aluno.
            O possui uma linguagem que atende à sensibilidade, pois é dinâmico e atende antes a afetividade para depois a razão. Ele ilustra o conhecimento, situa o aluno no contexto, pode mostrar um assunto de forma direta ou indireta, ele pode documentar ou simplesmente registrar o conhecimento.
            Contudo, é preciso salientar que o vídeo por si só não educa, ele apenas é mais uma ferramenta interativa na busca do conhecimento. E o professor sempre deve estar atento antes, durante e depois da exibição do vídeo, pois é ele quem vai mediar a ponte entre o conhecimento, o aluno e o vídeo. 

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Informática e Projeto Político Pedagógico: Um caminho possível.

A Informática vem adquirindo cada vez mais relevância no cenário educacional. Sua utilização como instrumento de aprendizagem e sua ação no meio social vem aumentando de forma rápida entre nós. Nesse sentido, a educação vem passando por mudanças estruturais e funcionais frente a essa nova tecnologia. 
Segundo FRÓES : “A tecnologia sempre afetou o homem: das primeiras ferramentas, por vezes consideradas como extensões do corpo, à máquina a vapor, que mudou hábitos e instituições, ao computador que trouxe novas e profundas mudanças sociais e culturais, a tecnologia nos ajuda, nos completa, nos amplia.... Facilitando nossas ações, nos transportando, ou mesmo nos substituindo em determinadas tarefas, os recursos tecnológicos ora nos fascinam, ora nos assustam...”
De acordo com (FRÓES) “Os recursos atuais da tecnologia, os novos meios digitais: a multimídia, a Internet traz novas formas de ler, de escrever e, portanto, de pensar e agir. O simples uso de um editor de textos mostra como alguém pode registrar seu pensamento de forma distinta daquela do texto manuscrito ou mesmo datilografado, provocando no indivíduo uma forma diferente de ler e interpretar o que escreve, forma esta que se associa, ora como causa, ora como conseqüência, a um pensar diferente.”
O principal objetivo, defendido hoje, ao adaptar a Informática ao currículo escolar, está na utilização do computador como instrumento de apoio às matérias e aos conteúdos lecionados, além da função de preparar os alunos para uma sociedade informatizada.
Vivemos em um mundo tecnológico, onde a Informática é uma das peças principais. Conceber a Informática como apenas uma ferramenta é ignorar sua atuação em nossas vidas. E o que se percebe? Percebe-se que a maioria das escolas ignora essa tendência tecnológica, do qual fazemos parte; e em vez de levarem a Informática para toda a escola, colocam-na circunscrita em uma sala, presa em um horário fixo e sob a responsabilidade de um único professor. Limitando assim, todo o processo de desenvolvimento da escola como um todo e perdem a oportunidade de fortalecer o processo pedagógico.
A globalização impõe exigência de um conhecimento holístico da realidade. E quando colocamos a Informática como disciplina, fragmentamos o conhecimento e delimitamos fronteiras, tanto de conteúdo como de prática. Dentro do contexto, a função da Informática é promover a interdisciplinaridade ou, até mesmo, a transdisciplinaridade na escola.
A Informática educacional deve fazer parte do projeto político pedagógico da escola, projeto esse que define todas as pretensões da escola em sua proposta educacional. Assim, podemos tirar algumas conclusões importantes sobre a introdução da Informática na escola. Ela ocorre:
Ø  Dentro de um processo, com alguns momentos definidos;
Ø  Deve existir a figura do coordenador de informática que articula e gerencia o processo, de modo a buscar os recursos necessários e mobilizar os professores;
Ø  Quando essa introdução está engajada num projeto político pedagógico com apoio da direção e dos professores.


domingo, 31 de outubro de 2010

O que é Interdisciplinaridade?


Atualmente muitas escolas se esforçam em criar projetos interdisciplinares, universidades se alvoroçam para criar grupos de estudo com especialistas nas diversas áreas do conhecimento e o mercado exige um profissional multidisciplinar, multitarefa. Porém, segundo Ivani Fazenda, umas das expoentes na pesquisa da interdisciplinaridade, afirma que: “Muitos dizem que fazem projetos interdisciplinares, mas poucos fazem de forma consciente.”
A interdisciplinaridade está diretamente ligada à interação entre as disciplinas e não no contexto em que uma invade o espaço da outra. Na interação a preocupação está voltada em conhecer e relacionar os conteúdos. Não há quebra de barreiras entre as disciplinas. Na interdisciplinaridade há o fator de transformação e não de construção. No interdisciplinar as disciplinas estão em contato, mas dependem umas das outras, e por isso, não invadem o espaço alheio.
Quando os limites entre as disciplinas são quebrados, rompidos, o que temos é a transdisciplinalidade, pois se constitui nesse momento um sistema que ultrapassa as relações e interações.
Resumindo, no interdisciplinar, as disciplinas apenas se relacionam. No transdisciplinar não existem disciplinas, pois não existe separação ou quebra do conhecimento. O conhecimento aqui é totalidade e não junção de partes. 

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

História da Escola Mul. Dr. Arnaldo Afonso Reis Sant'Anna

A década de 50 é o marco inicial da educação no povoado de Cabeceira do Rio. Segundo informações concedidas pelo professor Elione Gomes Belo, seu pai contratou a professora Maria Dantas, casada com seu tio Basílio Belo. Assim, o pessoal da fazenda e do povoado começou a ter os primeiros contatos com a educação escolar. No entanto, essa iniciativa ainda não constituía uma escola no sentido institucional.


A primeira escola no sentido institucional de que se tem notícia tinha como nome Escola Leal, situada à Praça Coronel Dias Coelho, onde hoje funciona o Posto de Saúde da Família no povoado de Cabeceira do Rio. Tinha como docente a senhora Cecília Mascarenhas Lopes. A educação não era gratuita, o que dificultava o acesso da população ao saber escolar. Segundo relato do senhor Artur Jesus Pessoa, morador antigo do povoado, a vontade de estudar fazia com que muitas crianças ficassem na janela observando a professora ministrar as suas aulas porque não havia carteiras suficientes.

Era uma educação fundamentada no rigor. O fato de não saber desempenhar determinada tarefa era pretexto para o castigo da palmatória. O milho era lembrado como algo a mais que alimento. Servia como instrumento de tortura, pois as crianças que praticassem atos de indisciplina ficavam ajoelhadas nele. É o que conta o senhor Artur Jesus Pessoa:

Ói cabra véi nóis ficava da janela oiando os minino estudar e ficava todo mundo queto ninguém conversava não. Quando os minino não sabia a taboada ou a leitura a professora dava três ou quatro bolo na mão chega ardia, não era como hoje é não que esses minino não respeita nem os mais véi.(Sic)

Nos arredores do povoado, em tempos posteriores, começaram a ser criadas outras escolas, já de forma gratuita. Por exemplo, a escola da Epaba – Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado da Bahia e a escola do Cajueiro – inaugurada na gestão do prefeito José Barbosa de Oliveira (1973-1977).

A Escola Dr. Arnaldo Afonso Reis Sant’Anna foi inaugurada em 06 de novembro de 1976.

Inicialmente, era composta de duas salas de aula, dois banheiros, uma pequena sala para secretária, almoxarifado e uma cantina muito pequena. Apesar de ser ainda muito aquém das necessidades dos alunos, essa instituição minorou o sofrimento de ter que se deslocar do povoado para estudar na Epaba ou no Cajueiro. Atendia às crianças do município com aulas da 1ª à 4ª série.

O avanço dos alunos para as séries seguintes à 4ª série ficava comprometido, uma vez que eles precisavam se deslocar para a cidade de Utinga. O único estabelecimento do município que disponibilizava o curso ginasial – denominação dada ao atual Ensino Fundamental II – era o Colégio Municipal Senhor do Bonfim. A alternativa para o aluno que quisesse continuar estudando era repetir por diversas vezes a 4ª série – alguns alunos chegaram a repetir essa série por três vezes. Faltavam recursos financeiros e conscientização aos pais, pois eles interrompiam os estudos de seus filhos em alguns casos. Além do mais, o trabalho na agricultura passava a ser atividade constante e isso fazia com que o foco dos adolescentes fosse desviado de vez da educação. Os poucos que tinham determinação para continuar os seus estudos, se deslocavam de bicicleta, em lombo de animal o até mesmo a pé.

A escola, durante grande parte de sua história, não contou com atuação efetiva do gestor escolar. Em geral, essa denominação era dada a uma pessoa que, esporadicamente, vinha à escola para resolver problemas como, por exemplo, a matrícula os alunos. Até mesmo essa função elementar, muitas vezes, era exercida pelos dois ou três professores em atividade na instituição. Não havia coordenação pedagógica, daí a necessidade de o professor ser uma figura autodidata.

Um grande avanço no sentido de melhorar a educação no povoado de Cabeceira do Rio se fez sentido quando da nomeação da senhora Anadalva Santana de Oliveira para o cargo de diretora da instituição. Na época, fez-se um imenso esforço para tornar o local apropriado para a atividade escolar.

Antes dessa época, a sua planta era composta por duas salas de aula, dois banheiros sucateados, uma pequena secretaria (nunca usada em anos anteriores) que também servia como almoxarifado e uma minúscula cantina. Somam-se a essa descrição o fato de as crianças usarem as imediações da escola para fazer suas necessidades fisiológicas. A merenda era preparada na casa da cozinheira, em condições desconhecidas pelo poder público municipal. A caixa d’água não tinha cobertura adequada e, por várias vezes, se precisou remover pardais mortos da água que era usada na instituição.

Num pequeno depósito guardava-se a merenda e o material para limpeza, fato que vem ratificar as condições inadequadas em que a escola era mantida. Havia 115 alunos atendidos com o Ensino Fundamental I.

A partir de 2005, iniciou-se um novo ciclo na escola. Salas de aulas foram construídas, arborizou-se a área da frente da escola. Em 2006 foi iniciada a oferta do Ensino Fundamental II. Um grande avanço para a comunidade local. O acesso a esse nível de ensino foi democratizado. Muitos alunos que haviam interrompido os seus estudos voltaram a estudar

3 Recursos humanos e materiais



Para atender à demanda, a Escola Mul. Dr. Arnaldo Afonso Reis Sant’Anna conta com um quadro de vinte professores e dois auxiliares de classe. Estes, em sua maioria, já completaram ou estão cursando o nível superior.

A escola ainda conta com diretora, vice-diretor, quatro serventes, dois porteiros, dois digitadores, um auxiliar de secretaria, um auxiliar de serviços gerais, um vigilante, uma cozinheira, três coordenadoras pedagógicas (uma para Educação Infantil, uma para o Ensino fundamental I – primeiro ao quinto ano - e outra para o Ensino Fundamental II e Ensino Médio). Há no total, quinze funcionários no âmbito administrativo.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Filosofia e Sociologia na Educação

A Filosofia e a Sociologia da educação se relacionam de maneira íntima na função de avaliar o homem enquanto ser social. Atualmente, essas ciências vêem-se desafiadas a pensar e repensar as novas formas de informação e produção do conhecimento, levando em conta todos os avanços tecnológicos pelos quais a sociedade vem passando.

Como ambas pertencem ao campo do conhecimento relacionado aos aspectos da vida do ser humano, faz-se necessário o resgate da cidadania nacional, enquanto seres inseridos em determinada sociedade.

Assim, essas ciências exercem o papel de resgate e de desenvolvimento de habilidades para o seu papel de cidadão, afastando-o da alienação e impedindo que ele seja facilmente manipulado.

O pensar crítico enquanto sobre quem somos enquanto nação é que nos faz questionar e repensar: o que é ser cidadão? Como aconteceu a formação do país? Preciso saber cantar o hino nacional?

Cidadania é pensar, questionar e, repensar para então refletir e agir sobre o que está em nossa volta.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Falseamento da literatura.

Produzir e apreciar literatura sejam ela de informação ou entretenimento é direito de todos. E isso tem a uma obliteração de diferenças e ao nivelamento por baixo das profundas dissonâncias entre as múltiplas experiências que a literatura oferece. Embora não se pretenda jamais a formulação de critérios absolutos de qualidade, o mínimo que se pode pensar é que a experiência da linguagem que a literatura suscita é sempre a do inaugural.


E a leitura de um livro é como o desafio de qualquer nova experiência. E muitas vezes uma literatura fácil, teoria fácil, modos fáceis de leitura – banalidades de um conceito de escola que, em nome de uma pretensa adequação às aspirações do aluno, antecipa o seu desejo e lhe veda o direito aos desafios.

Assim, essas propostas de facilitação de leitura, oriundas de uma PEDAGOGIA DO AJUSTE, vêm proporcionando uma “obscuração” no verdadeiro sentido da leitura.

Um livro para ser bom depende muito mais dos que o lêem, do que propriamente do seu conteúdo.

Sem professores leitores jamais teremos alunos leitores.