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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Informática e Projeto Político Pedagógico: Um caminho possível.

A Informática vem adquirindo cada vez mais relevância no cenário educacional. Sua utilização como instrumento de aprendizagem e sua ação no meio social vem aumentando de forma rápida entre nós. Nesse sentido, a educação vem passando por mudanças estruturais e funcionais frente a essa nova tecnologia. 
Segundo FRÓES : “A tecnologia sempre afetou o homem: das primeiras ferramentas, por vezes consideradas como extensões do corpo, à máquina a vapor, que mudou hábitos e instituições, ao computador que trouxe novas e profundas mudanças sociais e culturais, a tecnologia nos ajuda, nos completa, nos amplia.... Facilitando nossas ações, nos transportando, ou mesmo nos substituindo em determinadas tarefas, os recursos tecnológicos ora nos fascinam, ora nos assustam...”
De acordo com (FRÓES) “Os recursos atuais da tecnologia, os novos meios digitais: a multimídia, a Internet traz novas formas de ler, de escrever e, portanto, de pensar e agir. O simples uso de um editor de textos mostra como alguém pode registrar seu pensamento de forma distinta daquela do texto manuscrito ou mesmo datilografado, provocando no indivíduo uma forma diferente de ler e interpretar o que escreve, forma esta que se associa, ora como causa, ora como conseqüência, a um pensar diferente.”
O principal objetivo, defendido hoje, ao adaptar a Informática ao currículo escolar, está na utilização do computador como instrumento de apoio às matérias e aos conteúdos lecionados, além da função de preparar os alunos para uma sociedade informatizada.
Vivemos em um mundo tecnológico, onde a Informática é uma das peças principais. Conceber a Informática como apenas uma ferramenta é ignorar sua atuação em nossas vidas. E o que se percebe? Percebe-se que a maioria das escolas ignora essa tendência tecnológica, do qual fazemos parte; e em vez de levarem a Informática para toda a escola, colocam-na circunscrita em uma sala, presa em um horário fixo e sob a responsabilidade de um único professor. Limitando assim, todo o processo de desenvolvimento da escola como um todo e perdem a oportunidade de fortalecer o processo pedagógico.
A globalização impõe exigência de um conhecimento holístico da realidade. E quando colocamos a Informática como disciplina, fragmentamos o conhecimento e delimitamos fronteiras, tanto de conteúdo como de prática. Dentro do contexto, a função da Informática é promover a interdisciplinaridade ou, até mesmo, a transdisciplinaridade na escola.
A Informática educacional deve fazer parte do projeto político pedagógico da escola, projeto esse que define todas as pretensões da escola em sua proposta educacional. Assim, podemos tirar algumas conclusões importantes sobre a introdução da Informática na escola. Ela ocorre:
Ø  Dentro de um processo, com alguns momentos definidos;
Ø  Deve existir a figura do coordenador de informática que articula e gerencia o processo, de modo a buscar os recursos necessários e mobilizar os professores;
Ø  Quando essa introdução está engajada num projeto político pedagógico com apoio da direção e dos professores.


domingo, 31 de outubro de 2010

O que é Interdisciplinaridade?


Atualmente muitas escolas se esforçam em criar projetos interdisciplinares, universidades se alvoroçam para criar grupos de estudo com especialistas nas diversas áreas do conhecimento e o mercado exige um profissional multidisciplinar, multitarefa. Porém, segundo Ivani Fazenda, umas das expoentes na pesquisa da interdisciplinaridade, afirma que: “Muitos dizem que fazem projetos interdisciplinares, mas poucos fazem de forma consciente.”
A interdisciplinaridade está diretamente ligada à interação entre as disciplinas e não no contexto em que uma invade o espaço da outra. Na interação a preocupação está voltada em conhecer e relacionar os conteúdos. Não há quebra de barreiras entre as disciplinas. Na interdisciplinaridade há o fator de transformação e não de construção. No interdisciplinar as disciplinas estão em contato, mas dependem umas das outras, e por isso, não invadem o espaço alheio.
Quando os limites entre as disciplinas são quebrados, rompidos, o que temos é a transdisciplinalidade, pois se constitui nesse momento um sistema que ultrapassa as relações e interações.
Resumindo, no interdisciplinar, as disciplinas apenas se relacionam. No transdisciplinar não existem disciplinas, pois não existe separação ou quebra do conhecimento. O conhecimento aqui é totalidade e não junção de partes. 

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

História da Escola Mul. Dr. Arnaldo Afonso Reis Sant'Anna

A década de 50 é o marco inicial da educação no povoado de Cabeceira do Rio. Segundo informações concedidas pelo professor Elione Gomes Belo, seu pai contratou a professora Maria Dantas, casada com seu tio Basílio Belo. Assim, o pessoal da fazenda e do povoado começou a ter os primeiros contatos com a educação escolar. No entanto, essa iniciativa ainda não constituía uma escola no sentido institucional.


A primeira escola no sentido institucional de que se tem notícia tinha como nome Escola Leal, situada à Praça Coronel Dias Coelho, onde hoje funciona o Posto de Saúde da Família no povoado de Cabeceira do Rio. Tinha como docente a senhora Cecília Mascarenhas Lopes. A educação não era gratuita, o que dificultava o acesso da população ao saber escolar. Segundo relato do senhor Artur Jesus Pessoa, morador antigo do povoado, a vontade de estudar fazia com que muitas crianças ficassem na janela observando a professora ministrar as suas aulas porque não havia carteiras suficientes.

Era uma educação fundamentada no rigor. O fato de não saber desempenhar determinada tarefa era pretexto para o castigo da palmatória. O milho era lembrado como algo a mais que alimento. Servia como instrumento de tortura, pois as crianças que praticassem atos de indisciplina ficavam ajoelhadas nele. É o que conta o senhor Artur Jesus Pessoa:

Ói cabra véi nóis ficava da janela oiando os minino estudar e ficava todo mundo queto ninguém conversava não. Quando os minino não sabia a taboada ou a leitura a professora dava três ou quatro bolo na mão chega ardia, não era como hoje é não que esses minino não respeita nem os mais véi.(Sic)

Nos arredores do povoado, em tempos posteriores, começaram a ser criadas outras escolas, já de forma gratuita. Por exemplo, a escola da Epaba – Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado da Bahia e a escola do Cajueiro – inaugurada na gestão do prefeito José Barbosa de Oliveira (1973-1977).

A Escola Dr. Arnaldo Afonso Reis Sant’Anna foi inaugurada em 06 de novembro de 1976.

Inicialmente, era composta de duas salas de aula, dois banheiros, uma pequena sala para secretária, almoxarifado e uma cantina muito pequena. Apesar de ser ainda muito aquém das necessidades dos alunos, essa instituição minorou o sofrimento de ter que se deslocar do povoado para estudar na Epaba ou no Cajueiro. Atendia às crianças do município com aulas da 1ª à 4ª série.

O avanço dos alunos para as séries seguintes à 4ª série ficava comprometido, uma vez que eles precisavam se deslocar para a cidade de Utinga. O único estabelecimento do município que disponibilizava o curso ginasial – denominação dada ao atual Ensino Fundamental II – era o Colégio Municipal Senhor do Bonfim. A alternativa para o aluno que quisesse continuar estudando era repetir por diversas vezes a 4ª série – alguns alunos chegaram a repetir essa série por três vezes. Faltavam recursos financeiros e conscientização aos pais, pois eles interrompiam os estudos de seus filhos em alguns casos. Além do mais, o trabalho na agricultura passava a ser atividade constante e isso fazia com que o foco dos adolescentes fosse desviado de vez da educação. Os poucos que tinham determinação para continuar os seus estudos, se deslocavam de bicicleta, em lombo de animal o até mesmo a pé.

A escola, durante grande parte de sua história, não contou com atuação efetiva do gestor escolar. Em geral, essa denominação era dada a uma pessoa que, esporadicamente, vinha à escola para resolver problemas como, por exemplo, a matrícula os alunos. Até mesmo essa função elementar, muitas vezes, era exercida pelos dois ou três professores em atividade na instituição. Não havia coordenação pedagógica, daí a necessidade de o professor ser uma figura autodidata.

Um grande avanço no sentido de melhorar a educação no povoado de Cabeceira do Rio se fez sentido quando da nomeação da senhora Anadalva Santana de Oliveira para o cargo de diretora da instituição. Na época, fez-se um imenso esforço para tornar o local apropriado para a atividade escolar.

Antes dessa época, a sua planta era composta por duas salas de aula, dois banheiros sucateados, uma pequena secretaria (nunca usada em anos anteriores) que também servia como almoxarifado e uma minúscula cantina. Somam-se a essa descrição o fato de as crianças usarem as imediações da escola para fazer suas necessidades fisiológicas. A merenda era preparada na casa da cozinheira, em condições desconhecidas pelo poder público municipal. A caixa d’água não tinha cobertura adequada e, por várias vezes, se precisou remover pardais mortos da água que era usada na instituição.

Num pequeno depósito guardava-se a merenda e o material para limpeza, fato que vem ratificar as condições inadequadas em que a escola era mantida. Havia 115 alunos atendidos com o Ensino Fundamental I.

A partir de 2005, iniciou-se um novo ciclo na escola. Salas de aulas foram construídas, arborizou-se a área da frente da escola. Em 2006 foi iniciada a oferta do Ensino Fundamental II. Um grande avanço para a comunidade local. O acesso a esse nível de ensino foi democratizado. Muitos alunos que haviam interrompido os seus estudos voltaram a estudar

3 Recursos humanos e materiais



Para atender à demanda, a Escola Mul. Dr. Arnaldo Afonso Reis Sant’Anna conta com um quadro de vinte professores e dois auxiliares de classe. Estes, em sua maioria, já completaram ou estão cursando o nível superior.

A escola ainda conta com diretora, vice-diretor, quatro serventes, dois porteiros, dois digitadores, um auxiliar de secretaria, um auxiliar de serviços gerais, um vigilante, uma cozinheira, três coordenadoras pedagógicas (uma para Educação Infantil, uma para o Ensino fundamental I – primeiro ao quinto ano - e outra para o Ensino Fundamental II e Ensino Médio). Há no total, quinze funcionários no âmbito administrativo.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Filosofia e Sociologia na Educação

A Filosofia e a Sociologia da educação se relacionam de maneira íntima na função de avaliar o homem enquanto ser social. Atualmente, essas ciências vêem-se desafiadas a pensar e repensar as novas formas de informação e produção do conhecimento, levando em conta todos os avanços tecnológicos pelos quais a sociedade vem passando.

Como ambas pertencem ao campo do conhecimento relacionado aos aspectos da vida do ser humano, faz-se necessário o resgate da cidadania nacional, enquanto seres inseridos em determinada sociedade.

Assim, essas ciências exercem o papel de resgate e de desenvolvimento de habilidades para o seu papel de cidadão, afastando-o da alienação e impedindo que ele seja facilmente manipulado.

O pensar crítico enquanto sobre quem somos enquanto nação é que nos faz questionar e repensar: o que é ser cidadão? Como aconteceu a formação do país? Preciso saber cantar o hino nacional?

Cidadania é pensar, questionar e, repensar para então refletir e agir sobre o que está em nossa volta.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Falseamento da literatura.

Produzir e apreciar literatura sejam ela de informação ou entretenimento é direito de todos. E isso tem a uma obliteração de diferenças e ao nivelamento por baixo das profundas dissonâncias entre as múltiplas experiências que a literatura oferece. Embora não se pretenda jamais a formulação de critérios absolutos de qualidade, o mínimo que se pode pensar é que a experiência da linguagem que a literatura suscita é sempre a do inaugural.


E a leitura de um livro é como o desafio de qualquer nova experiência. E muitas vezes uma literatura fácil, teoria fácil, modos fáceis de leitura – banalidades de um conceito de escola que, em nome de uma pretensa adequação às aspirações do aluno, antecipa o seu desejo e lhe veda o direito aos desafios.

Assim, essas propostas de facilitação de leitura, oriundas de uma PEDAGOGIA DO AJUSTE, vêm proporcionando uma “obscuração” no verdadeiro sentido da leitura.

Um livro para ser bom depende muito mais dos que o lêem, do que propriamente do seu conteúdo.

Sem professores leitores jamais teremos alunos leitores.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

A TV E A SALA DE AULA

 O mundo atual muda a cada instante. Para entendê-lo melhor, é necessário estar bem informado. O jornal, o rádio, a internet e para a maioria da população brasileira a televisão (principalmente) constituem as mais importantes fontes de veiculação de informação. Além das notícias, esses veículos, principalmente a televisão trás comentários e análises dos acontecimentos responsáveis pela feição do nosso mundo; sem contar os serviços prestados: roteiros, chamadas para espetáculos, anúncios, previsão do tempo etc.

Percebemos que nem é preciso levar o televisor até a sala de aula para que a TV esteja presente na escola, pois a cultura televisiva surge em comentários entre alunos e professores sobre determinados programas e personagens. Algum desenho de preferência das crianças, um fato bom ou ruim destacado pelos telejornais, uma competição esportiva do momento e até mesmo cenas de um capítulo de novela são exemplos de como a programação televisiva apresenta-se em outros momentos que não somente naqueles em que se assiste a ela.

A TV, assim como todos os outros meios de comunicação tem seu lado bom e seu lado ruim. Mesmo para se produzir “besteiras” ou comerciais que induzem as pessoas a comprarem algo ou a seguirem determinada tendência, há toda uma estrutura formada por pessoas dedicadas e talentosas no que fazem.

Pensa-se também que esta cultura televisiva é inútil e que, até mesmo, chega a atrapalhar o bom andamento da aprendizagem escolar. Quando muito, ao se falar em TV na escola, pensa-se em programas “educativos”, no sentido mais tradicional do que se entende por este termo, desconsiderando-se que “educativo” pode ser tudo e qualquer coisa presente no meio social, inclusive na TV, a depender das relações que se estabeleçam com ela.

Neste sentido é que a TV presente na escola passa necessariamente pela ampliação da consciência de todos – educadores e educandos – de que as informações disponíveis nos meios de comunicação fazem parte do processo de construção de conhecimentos, embora, na maioria das vezes, de forma inconsciente e até inconseqüente. Por isso, contemplar a programação televisiva para a pauta educativa das escolas requer alguns exercícios por parte dos educadores para que viabilizem processos de ensino e aprendizagem positivos.

Será que a maior parte dos professores realmente tiram proveito do vêem na TV? Será que assistem programas educativos? Selecionam as informações ou acreditam em tudo que é noticiado pelo principal telejornal do país? Ou será que simplesmente a grande maioria prefere ver a final do BBB?

Acho que já passou da hora de acabarmos com outro tipo de analfabetismo: o das imagens. E esse infelizmente, ataca professores e alunos de uma forma geral. Claro que há exceções. É preciso interpretar e pensar criticamente sobre a TV e sobre sua programação.

Assim, o professor deve ser o mediador de um processo no qual o aluno deverá pensar criticamente sobre o que vê.









sábado, 27 de março de 2010

A escola pode ter autonomia em relação à proposta do município?


A LDB nº 9. 394/96 deu autonomia às escolas, pois são elas próprias que devem elaborar e aplicar seu Projeto Político Pedagógico. Projeto esse que deve ser elaborado a partir da realidade da escola e na percepção da mesma sobre educação.

Não existe conteúdo programático listado a ser seguido, não há livros obrigatórios a serem adotados. E essa autonomia muitas vezes provoca o medo em quem se acostumou a trabalhar com o linear.

Repensar toda essa organização curricular, além de causar desconforto, traz o medo do desequilíbrio. Implica ainda mexer na forma hierarquizada das disciplinas e seus saberes. Essa hierarquização se dá de forma fragmentada, caracterizando assim, a escola tradicional.

Contudo, há de salientar que a escola do século XXI deve ter objetivos claros e concisos, para que não se confunda autonomia escolar com anarquia escolar.

segunda-feira, 8 de março de 2010

O professor pode escolher seu método de ensino?

Primeiro, é preciso diferenciar método de metodologia. Método é um caminho que se percorre para se chegar a um fim. Metodologia é o estudo dos métodos, ou então as etapas a seguir em um determinado processo. Assim, o professor poderá usar de metodologia para provar que mesmo usando um método diferente do que lhe é proposto, o resultado poderá ser o mesmo. O que define se o método é ou não eficaz, é a qualidade do que o mesmo propõe. Um método pode ser muito eficaz para determinada situação, porém pode ser falho em uma situação diferente. Assim, o professor não só pode como deve escolher seu método de ensino. Contudo, deverá utilizar de metodologia para escolher o método mais adequado para sua realidade.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Reflexão sobre o uso de mídias na escola.

Creio que os recursos tecnológicos sempre estivem a disposição do professor. Não na questão física, mas no que se refere aos recursos que permitem acesso ao conhecimento. Afinal, o livro impresso também é uma mídia que disponibiliza informação. Creio que na maioria das vezes todo o problema está no despreparo metodológico do profissional que usará determinadas mídias. Afinal, ainda temos profissionais que não fazem uso correto do livro didático, utilizando-o como mero instrumento de “decoreba”. Então, o que diríamos do uso das TICs por esse tipo de profissional?


Acredito que antes de uma preparação para o uso das diversas mídias de informação, o professor deve ter uma preparação, ou melhor, uma reflexão sobre a sua metodologia e de sua proposta pedagógica, pois essas é que irão definir a utilidade das mídias de informação na construção do conhecimento. E esse é um processo lento e árduo, não há como negar. Porém, é preciso perseverar para mudarmos o ainda arcaico sistema educacional. Como dizia Raul: “Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo, sobre o que é o amor, sobre quem eu nem sei quem sou”.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Vídeo e Literatura: um caminho possível.

Sou Professor de Língua Portuguesa do Ensino Médio. Desde o início do meu trabalho, sempre me chamou a atenção o fato dos alunos apresentarem grande dificuldade na compreensão das literaturas de língua portuguesa. Comecei então a trabalhar numa perspectiva além do texto: o texto e o vídeo. Numa turma de terceiro ano, onde estou trabalhando com Realismo/Naturalismo, integrei a leitura de livros com filmes ou vídeos sobre o assunto.

A mulher do período realista era vista como objeto sexual, meretriz. Então, passei alguns filmes baseados em romances do período: O primo Basílio de Eça de Queiroz e Dom, baseado na obra de Machado de Assis, Dom Casmurro. Após assistir aos filmes, montamos um debate sobre a atual posição da mulher na sociedade mundial. Comparamos as semelhanças e as diferenças entre a mulher retratada no Realismo/Naturalismo e a mulher de hoje. Também foi usado uma série de vídeos sobre a situação feminina no Islamismo. Os vídeos estão disponíveis em: http://www.youtube.com/watch?v=h6zVuebYnfg. Assim, debatemos de maneira mais global a situação da mulher na sociedade, levando em consideração os diferentes contextos.

Os alunos se mostraram interessados em debater o assunto, viram que a literatura está ligada à realidade de uma época ou região. E os recursos midiáticos foram uma importantíssima ferramenta de pesquisa e de aprendizagem durante todo o processo.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Como usar as mídias de informação na escola: o que fazer?

Como e quais mídias utilizar no processo de aprendizagem? A discussão sempre deve por em primeiro lugar a proposta de aprendizagem, os objetivos devem ser claros para que a inserção do uso de mídias de informação não pareça simplesmente uma maneira de enrolar a aula. O professor tem que ter a consciência de que as mídias de informação potencializam o aprendizado. Trabalho em uma escola que se insere no contexto midiático de informação. Temos uma rádio escolar, TV Pen Driver, aparelhos de DVDs, Laboratório de informática (em fase de construção). Contudo, ainda não dispomos de muitos professores preparados para o uso dessas ferramentas de aprendizagem. O uso das mesmas exige um estudo mais aprofundado dos objetivos e da proposta sobre a aprendizagem com o uso das tecnologias de informação. Sem falar que o professor deve conhecer o mínimo sobre as tecnologias a serem utilizadas.


Para fazer o uso correto das mídias, o professor terá que encarar o novo e, o novo assusta muita gente, pois para incorporá-lo o educador terá que rever a sua própria metodologia, compreender outra linguagem, o seu processo de execução. O uso de mídias é um processo irreversível, não só na escola como também na sociedade.

O problema está em conscientizar os professores de que os recursos midiáticos, são apenas mais um dos instrumentos de aprendizagem, assim como o livro didático, uma complementação, uma forma de aproximar o conhecimento didático da realidade social e do que se vê no cotidiano.

Os gestores têm papel importantíssimo na inserção das mídias educacionais nas escolas, pois são eles que poderão disponibilizar determinados recursos que servirão de complemento educacional de aprendizagem. A educação deve ser um trampolim para o mundo e os gestores devem ter a consciência de que um povo bem educado e informado é um povo que transforma a realidade positivamente, sem comodismo ou relaxamentos.

Uemerson Nascimento Santos

Produção Textual: reescrita.

Por que reescrever?


Muitas vezes nos questionamos sobre a questão da reescrita. Será que realmente ela tem serventia? E qual será essa serventia?

Produzir textos é um processo dialógico, ou seja, é preciso repetir para se chegar a uma forma “ideal”. Porém, não é preciso reescrever várias vezes o mesmo texto. Assim, a prática da (re)escrita deve também possuir um foco na realidade, uma função social.

O professor deverá levar em consideração sua organização gramatical e lingüística. Assim, a produção textual reescrita ou não, será feita numa concepção em que se leve em consideração todos os fatores no processo comunicativo. O texto abrangerá algo muito mais além do que a simples veiculação de informação, pelo contrário, o texto apresentará as marcas pessoais do autor, do contexto em que está inserido, da qual formação discursiva ele pertence, da sua finalidade. O texto constituir-se-á seu sentido pela inserção no processo de interlocução. Os sujeitos dialogam entre si, tem marcas e vozes. A produção textual deve ser abrangente e formadora, as ações devem ser desenvolvidas dentro de um processo dialógico de construção de conhecimento.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Modelo de atividade sobre doenças sexualmente transmissíveis.

Tema da Proposta: Prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis.

Objetivos a serem atingidos

 Identificar os cuidados que devem ser tomados na prevenção contra as doenças sexualmente transmissíveis;


 Identificar os principais sintomas de doenças sexualmente transmissíveis;

 Divulgar na escola e comunidade escolar os resultados da pesquisa;

 Utilizar diferentes mídias para a realização da pesquisa, de modo a orientar o uso adequado das mesmas.

Público envolvido:

O trabalho será desenvolvido conjuntamente entre: alunos do ensino médio, professores, diretoria escolar, comunidade e demais segmentos da sociedade como, por exemplo, a secretaria de saúde.

Abordagem Pedagógica:

O tema abordado é de interesse geral e de utilidade pública na orientação para prevenção, cuidados e interação dos alunos com os acontecimentos importantes que ocorrem em nossa região e no mundo atualmente.

A mídia, principal veículo de transmissão de informações, se torna neste caso um importante coadjuvante na pesquisa e desenvolvimento do tema abordado.

Os alunos serão os principais atores desta pesquisa, à medida que buscarão informações através de pesquisas na internet, rádio e TV na coleta de informações sobre transmissão e cuidados em relação a doenças sexualmente transmissíveis.
Mídias a serem utilizadas:


- Computador;

- Internet;

- Rádio;

- TV;

- Aparelho de DVD;

- Gravador.

Etapas/Ações a serem realizadas:



ETAPA ASSUNTO DURAÇÃO



PRIMEIRA - Pesquisa na Internet

- Organização das informações coletadas - 80 minutos

- 80 minutos

SEGUNDA - Assistir ao vídeo

- Debate - 15 minutos

- 25 minutos

TERCEIRA - Criar um programa de Rádio na escola - 40 minutos



QUARTA - Elaboração das frases

- Gravação das frases em CDs - 40 minutos

- 30 minutos



Referências Bibliográficas:

Disponível em: http://www.scribd.com/doc/6043516/Projetos-Integrando-Midias-Impressas. acessado em 17-02-10

http://www.pucsp.br/ecurriculum/artigos_v_1_n_1_dez_2005/vanikenskiartigo.pdf

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Mídias na Educação

O mundo testemunha todos os dias o fenômeno da revolução digital, fenômeno esse mais revolucinário do que a própria revolução industrial. A educação durante algum tempo ficou a margem de toda essa revolução. Hoje podemos dizer que aos poucos ela está se inserindo, ou melhor, sendo inserida nesse contexto. Contudo, há de se ter um olhar crítico em tudo isso: o como usar a tecnologia em sala de aula. Ela por si só não educa. O professor deve estar sempre atento ao seu uso, transformando-a em um importante instrumento de aprendizagem. Para um melhor olhar em como utilizar a tecnologia em sala de aula recomendo o blog: midiasnaeducacao-joanirse.blogspot.com
Esse blog é um importantíssimo auxiliador em recursos e maneiras de trabalhar com os recursos tecnológicos.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Skoob - o que você anda lendo?

Venha cá! Você tem orkut, facebook ou twitter? Sim, isso mesmo! Essas ferramentas são as chamadas redes de comunicações virtuais. O quê? Redes virtuais onde as pessoas se comunicam, e encontram pessoas com os mesmos interesses. Será que dá para tirar algum proveito, ou melhor, encontrar algo proveitoso nessas redes? Por muitas vezes achei que não, até encontrar o scoob. Quer dizer: Skoob? O cachorro do Salsicha? Até que eu gostava do desenho do Scoob Doo. Porém esse skoob é muito mais esperto. Na verdade o http://www.skoob.com.br/. O skoob é como qualquer outra rede de relacionamentos (por exemplo, o orkut), só que o foco principal do site é a leitura. Isso mesmo.
No skoob você também montará seu perfil com uma foto, bem bonita de preferência. Contudo, além de mostrar seu belo rostinho para o mundo você poderá fazer resenhas, postar seus pensamentos e ideias no mural e receber comentários de amigos também. Lá você também poderá montar sua estante de livros: lidos, lendo, vai ler, reler e até mesmo os que abandonou. Você também pode atribuir uma nota ao livro lido. Tudo é muito fácil e prazeroso de usar. Eu acabei de fazer meu perfil. E você vai ficar aí parado? A leitura e a troca de informações sobre elas nos esperar. Vamos lá! http://www.skoob.com.br/

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Estudo Errado ou crise da percepção educacional?

Eu tô aqui pra quê? Será que é para aprender? Ou será que é pra sentar me acomodar e obedecer? (Trecho da música estudo errado de Grabiel o Pensador)

Outro dia levantei essa questão em uma turma do 2º ano do Ensino Médio, e para meu espanto, os alunos responderam que estavam ali em busca de um futuro. Perguntei, qual futuro? Surpresa! Eles ainda não tinham a convicção do que era futuro, de que o futuro é projetado e que não acontece ao acaso. Sinceramente acho que as nossas escolas públicas em sua grande maioria estão passando pela crise da percepção educacional ou será que simplesmente o estudo está errado? Quem será que deve acordar, nós professores ou os alunos?

Uemerson Nascimento

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Daqui para o mundo!

Sejam bem vindos amigos e visitantes. Este é um espaço democrático para a troca de ideias, sobre o que pensamos, viajamos, sentimos, sonhamos etc.
Toda árvore precisa de raízes fortes para fixar-se bem no solo, e dali retirar os nutrientes necessários para sobreviver. A ideia é essa: construir raízes para que belíssimas árvores cresçam. A educação sem base é como uma árvore sem raiz. E se "educar é realmente um ato de amor", amemos nossas raizes e convicções.

Professor: Uemerson Nascimento